| Este estudo focaliza as memórias de rios e de lagos na construção romanesca a partir do romance Marajó (1947), do escritor Dalcídio Jurandir; do livro de memórias Marajó, minha vida (1998), de Dita Acatauassu; do conto “O peixe”, publicado n’O carro dos milagres, (1990), do escritor Benedicto Monteiro; das narrativas orais Honorato: Cobra Grande, O encanto de Honorato, A lenda da cobra Norato, recolhidas pelo projeto da Universidade Federal do Pará, O Imaginário nas Formas Narrativas Orais da Amazônia Paraense (IFNOPAP). Nesses discursos, as vozes da memória destacam as múltiplas funções de rios e lagos representados como espaço, ambiente, cenário, rota e roteiro, fio e tecido, re-elaborados nas memórias de narradores, personagens e narradores/personagens da ficção e em narrativas populares. |